A artrose no joelho (também chamada de osteoartrose ou gonartrose) é uma doença articular degenerativa caracterizada pelo desgaste progressivo da cartilagem, associado a um processo inflamatório da articulação e, com o passar do tempo, a uma limitação funcional importante. Os principais tratados de ortopedia e cirurgia do joelho — como Insall & Scott – Surgery of the Knee e Campbell’s Operative Orthopaedics — são unânimes em um ponto: na artrose no joelho o objetivo do médico não é “curar” a cartilagem já destruída, porque ainda não temos um método previsível de regeneração completa, e sim controlar a dor, preservar a função e retardar a progressão, mantendo o paciente ativo pelo maior tempo possível. Esse raciocínio é o mesmo adotado por qualquer ortopedista em SP que segue diretrizes internacionais.
Abaixo você tem o conteúdo organizado pelas dúvidas mais buscadas pelos pacientes, mas escrito de forma que um médico consiga justificar cada conduta — o que é muito útil para quem atende como ortopedista especialista em joelho em São Paulo e precisa explicar o porquê das indicações.
Qual é o tratamento para artrose no joelho?
O tratamento da artrose no joelho deve ser individualizado e escalonado. Isso significa que dois pacientes com radiografias parecidas podem receber condutas diferentes, porque o que guia o tratamento não é só a imagem, mas também intensidade da dor, alinhamento do membro (varo/valgo), peso, idade e comorbidades — exatamente como orientam os capítulos de osteoartrose do Insall & Scott e como costuma ser feito na prática por um ortopedista especialista em joelho em São Paulo.
De forma geral, começamos pelo que chamamos de tratamento conservador. A primeira etapa é educar o paciente: deixar claro que a artrose no joelho é uma condição crônica, mas controlável, e que parar de se movimentar quase sempre piora o quadro. Em seguida vem o controle de peso: cada quilo a menos reduz a carga que passa pelo joelho ao caminhar ou subir escada. Em paralelo, entra a fisioterapia motora com fortalecimento de quadríceps, glúteos e core — músculos que vão ajudar o joelho a trabalhar com menos impacto. Um joelho com artrose e musculatura fraca sofre bem mais.
Nessa fase inicial, indicamos exercícios de baixo impacto — bicicleta ergométrica, hidroginástica, elíptico, pilates clínico — porque eles mantêm a articulação em movimento, melhoram a circulação do líquido sinovial e não batem diretamente na cartilagem já desgastada. Quando o paciente está em crise de dor, podemos usar analgésicos e anti-inflamatórios por curto período, sempre com prescrição e segurança. Esse é exatamente o protocolo de primeira linha descrito nos livros e seguido por serviços de referência de ortopedia em SP.
Saiba mais: Artrose no joelho
Tratamento conservador baseado em evidências
Nos pacientes que não melhoram apenas com fortalecimento e controle de peso, podemos adicionar recursos descritos nos consensos brasileiros de viscossuplementação e nas diretrizes internacionais:
Infiltração com ácido hialurônico, para melhorar a lubrificação e diminuir o atrito dentro do joelho;
Infiltração com corticosteroide, quando há derrame e dor intensa, para controlar rapidamente a crise;
Uso de palmilhas ou adaptações quando existe desalinhamento em varo ou valgo, para redistribuir a carga sobre o joelho.
Tudo isso tem respaldo nos textos clássicos, que recomendam exaurir o tratamento clínico antes de pensar em cirurgia. Isso também ajuda na comunicação com o paciente: o médico mostra que seguiu todas as etapas antes de indicar prótese.
O que piora a artrose no joelho?

A artrose no joelho costuma piorar quando combinamos sobrecarga mecânica com inflamação articular. Como o joelho é uma articulação de carga, ganho de peso é um dos principais fatores de piora. Atividades de alto impacto e sem preparo — corrida longa em piso duro, saltos repetidos, futebol em campo pesado — tendem a desencadear dor no mesmo dia ou no dia seguinte.
Outro fator que piora muito (e que às vezes o paciente não percebe) é o sedentarismo. Quando a pessoa sente dor e para de fazer fisioterapia ou exercícios de força, ela enfraquece. Com a musculatura fraca, o impacto vai direto para a articulação já desgastada, e isso cria um círculo vicioso: doeu → parou → ficou fraco → doeu mais. Desalinhamentos não tratados (joelho muito para dentro ou para fora) também concentram o desgaste em uma área menor de cartilagem e aceleram a doença.
E vale um alerta que todo ortopedista especialista em joelho em São Paulo costuma fazer no consultório: automedicação prolongada com anti-inflamatório oral não piora a artrose em si, mas mascara o quadro, atrasa o fortalecimento e ainda traz risco gástrico e renal. Por isso, parte do manejo é ensinar o paciente a reconhecer o que dispara as crises e ajustar a carga, não apenas tomar remédio.
Quem tem artrose no joelho sente o quê?
O quadro clínico descrito nos grandes livros de ortopedia é muito parecido com o que vemos no consultório:
a dor é mecânica: aparece ao andar muito, subir escada, ficar muito tempo em pé ou agachar; e melhora com repouso, principalmente nos estágios iniciais;
há uma rigidez matinal curta (poucos minutos), diferente das doenças inflamatórias sistêmicas, que deixam a articulação dura por muito tempo;
muitos pacientes referem crepitação (“sensação de areia dentro do joelho”);
depois de esforços maiores pode aparecer inchaço (derrame articular) e calor local;
com a evolução, vem a limitação de mobilidade para ajoelhar, agachar ou entrar no carro;
em fases mais avançadas, surge a marcha antálgica, quando o paciente passa a mancar para poupar o lado doloroso.
Um ponto que o Insall & Scott sempre reforça — e que é importante colocar no artigo — é que a intensidade da dor não depende apenas do grau da radiografia. Há pacientes com imagem pouco alterada e dor intensa, e pacientes com artrose avançada que se queixam pouco. Por isso a avaliação clínica continua sendo soberana. É o tipo de explicação que diferencia um conteúdo genérico de um texto assinado por ortopedista em SP.
O que uma pessoa com artrose no joelho não pode fazer?
Aqui é onde mais acontece confusão. Quem tem artrose no joelho não está condenado ao sedentarismo. O que não pode é insistir em atividades que, repetidamente, geram dor e inchaço depois. Exemplos clássicos: corridas longas em piso rígido, saltos, agachamentos muito profundos com muita carga, usar escada todo dia como se fosse exercício.
O caminho moderno — e é isso que os livros e diretrizes de osteoartrose trazem — é substituir, modular e fortalecer. Ou seja, trocar atividades de impacto por exercícios de baixo impacto, fazer pausas durante o dia, usar calçado adequado, manter o peso sob controle e não passar o dia todo parado. Ficar horas sentado ou em pé também não ajuda, porque a articulação “trava” e dói ao voltar a mexer.
O pior cenário é o ciclo: doeu → parei tudo → fiquei mais fraco → doeu mais. Por isso o médico orienta o paciente a encontrar o “ponto bom”: atividade suficiente para manter o joelho ativo, mas não tanta a ponto de inflamar. Esse é exatamente o tipo de orientação de acompanhamento contínuo que um ortopedista especialista em joelho em São Paulo dá ao paciente que quer continuar trabalhando e se exercitando.
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Qual é o melhor remédio para artrose nos joelhos?
Os tratados de ortopedia são bem diretos: não existe um único “melhor remédio” para artrose no joelho. Existe uma estratégia farmacológica que o médico monta de acordo com a fase da doença e com o perfil do paciente.
Geralmente começamos com analgésicos simples (dipirona, paracetamol) para dor leve. Quando há um componente inflamatório mais evidente e o paciente não tem contraindicações, usamos anti-inflamatórios não hormonais por curto período. Se há derrame e dor forte, uma infiltração com corticosteroide dentro da articulação costuma aliviar por semanas e permite que o paciente volte à fisioterapia. Para alívio mais prolongado, a viscossuplementação com ácido hialurônico — que aparece tanto em consensos brasileiros quanto em publicações internacionais — é uma boa opção em casos selecionados.
Também existem os chamados SYSADOAs (condroitina, glicosamina, colágeno tipo II), que não são analgésicos imediatos, mas podem ser usados como adjuvantes de longo prazo. E, em alguns casos de dor crônica mista, o médico pode lançar mão de medicamentos que atuam no sistema nervoso central.
O ponto central, que precisa estar no artigo e que todo ortopedista em SP reforça, é: medicação não substitui fisioterapia, fortalecimento e controle de peso. O remédio abre a janela de analgesia para o paciente conseguir fazer o que realmente muda o curso funcional da artrose no joelho.
Qual o melhor exercício para quem tem artrose no joelho?

Para quem tem artrose no joelho, o melhor exercício é aquele que estimula, fortalece e não desencadeia crise de dor ou inchaço. Os que costumam ser melhor tolerados são a bicicleta ergométrica com o selim bem ajustado, a hidroginástica e outras atividades na água (porque a água reduz a carga sobre o joelho), o elíptico e a musculação orientada com cargas leves a moderadas e amplitude que o joelho aceite.
Por que fortalecer faz tanta diferença?
Porque, como mostram os capítulos de reabilitação ligados ao joelho nos mesmos livros de ortopedia, o músculo funciona como um amortecedor biológico. Se o quadríceps, os glúteos e o core estão fortes, menos força chega diretamente na cartilagem desgastada. Assim, mesmo sem “curar” o desgaste, o paciente sente menos dor e volta a fazer suas atividades.
O ideal é treinar duas a três vezes por semana, progredindo devagar e usando a própria dor como guia: se 24 horas depois do exercício o joelho está bem ou com desconforto leve, pode manter; se incha ou dói demais, é sinal de que precisa reduzir carga, ajustar o movimento ou reavaliar com o fisioterapeuta — de preferência em conjunto com um ortopedista especialista em joelho em São Paulo quando o caso é mais avançado.